11 Dicas e termos para apreender a calcular preços dos produtos

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calculo de preço de venda

11 Dicas e termos para apreender a calcular preços dos produtos

Vamos apreender a calcular preços dos produtos?

Formação de preço é uma arte, muitos empreendedores passam pela dificuldade de calcular preços dos produtos certo, pois muitas jogadas de marketing podem ser criadas voltadas para a redução de preços de produtos, mas até onde posso reduzir? Se eu receber uma proposta de muitas unidades, mas condicionadas a um desconto maior, será que saberei até quanto posso diminuir meus preços dos produtos para vender, mas não tomar prejuízo? Para isso começaremos analisando alguns termos necessários para entender como funciona a formação de preços dos produtos.

1-Custos

Custo é tudo que você gasta para produzir o seu produto ou para coloca-lo para venda. O custo do seu produto tem duas fontes: diretas e indiretas. O custo direto é tudo aquilo que você gasta com insumos para fabricar o seu produto ou na aquisição desse produto no fornecedor, incluindo os impostos. Os custos indiretos, também conhecidos como custo fixo, são os custos administrativos e de manutenção do negócio, que são rateados entre todos os seus produtos (luz, água, folha de pagamento, entre outros).

2-Custos fixos

Os custos fixos são os custos que ocorrem todos os meses, a nomenclatura “fixo” é em referencia a incidência dele nos meses do ano. Existem administradores que ainda classificam seus custos de acordo com a variação do seu valor definindo como custos fixo fixo(honorários de contador por exemplo) , custos fixo variável(conta de água, luz e etc), mas para a formação do preço esses valores serão baseados em uma media anual.

3-Custos de Comercialização

São os custos que ocorrem quando o produto é vendido, como os impostos que são pagos sobre o faturamento total da empresa, comissões, despesas bancárias e etc. Os custos de comercialização são custos menos “perigosos” do que os fixos, pois só ocorrem se houver venda, já os fixos ocorrem mesmo se a empresa não vender nada no mês.

4-Encargos Sociais

Os encargos sociais são os custos dos funcionários que não são pagos mensalmente a eles e por isso exige um cuidado maior por parte do empresário para não se esquecer desses custos, como o FGTS que é depositado para o funcionário, o 13º que é pago somente no final do ano, 1/3 de férias e outros custos como os custos ao dispensar o funcionário que devem ser levados em consideração para que não haja falhas no financeiro da empresa. Os encargos social são inseridos no produto junto com os custos fixos.

5-Depreciação de máquinas e equipamentos

Depreciação é quando um produto perde valor com o tempo, como as maquinas de um setor de produção que de tempos em tempos necessita ser renovada. A depreciação é o percentual do produto que será destinado para a compra de novas maquinas e equipamentos..

6-Ficha Técnica

A ficha técnica é onde engloba toda a composição do produto, muitas vezes esse termo é usado para definir apenas quais materiais compõem a peça e deixam os outros dados que teoricamente também fazem parte da ficha técnica para o que chamamos de planilha de custos do produto ou precificação do produto.

7- Mark-up ou Taxa de Marcação

É o índice aplicado sobre o custo de um produto ou serviço para a formação do preço de venda, o percentual da taxa é encontrando pegando 100% menos custos de comercialização mais margem de lucro dividido por 100((100-Custos de comercialização+M.Lucro)/100). Com a taxa de marcação encontrado, dividimos o custo do produto pela taxa de marcação. Com isso encontramos o valor do produto para venda, mas será um valor que ao remover o valor da comissão, por exemplo, será o mesmo que foi colocado no preço, pois sem usar taxa de marcação o valor de 10% de comissão sobre 10 reais é um valor e sobre 11 reais é outro valor, a taxa de marcação evita essas diferenças.

8- Custo Operacional

O custo operacional é o custo de mão de obra, calculado pelo custo do minuto de produção multiplicado pelo tempo que o produto gasta no processo. Existem formas diferentes de chegar se custo, como por exemplo, dividir os custos fixos pela quantidade de peças produzidas, pois assim não é necessário saber o tempo de produção de cada peça, mas não é o recomendado.

9-Margem de lucro

Após ter o custo do produto definido é hora de definir quanto de lucro a empresa obterá quando o produto for vendido para isso é determinado a margem de lucro do produto, que é a porcentagem que você deseja ganhar em cima desse produto. É a margem de lucro que traz o dinheiro para a sua empresa, pois o restante do valor está comprometido para pagar os seus custos de produção.

10 – Alguns cuidados na formação do preços dos produtos

Vamos ser sinceros, quanto mais ganhar por produto, mais lucro a empresa terá e isso é o que todos os empresários querem, LUCRO.

Mas se os preços dos produtos são muito altos:

O superfaturamento de um produto pode ser tão prejudicial quanto preços muito baixos, uma vez que o comprador sempre vai estar de olho no seu preço e no de seus concorrentes, hoje com o avanço das tecnologias e inovações existem vários sites que acompanham em tempo real os preços de produtos similares, então precificar seus produtos acima do que o seu cliente pode pagar também pode diminuir as suas vendas. O segredo está em se colocar no lugar do cliente. O que seria um preço justo para você? Pesquisou os preços conforme um cliente faria? Se necessário, questione seus clientes com duas ou três perguntas em um formulário e pergunte a eles qual seria o preço justo, na concepção deles, com essas informações tenha o cálculo do custo do seu produto em mãos e defina o melhor preço para seus produtos.

Mas e se os preços muito baixos:

Muitas empresas visam o ganho em vendas de grandes quantidades e para isso abaixam seus preços onde a concorrência não chega, mas se enganam definindo os preços de seus produtos ou serviços muito baixos, na tentativa de convencer o consumidor de que seu produto é a alternativa mais barata, na esperança de vender muito, acaba gerando um sentimento no consumidor de que se está barato, tem baixa qualidade e por isso, não é bom. Lembre-se que os consumidores querem sentir que estão fazendo seu dinheiro valer a pena, pagar o que seria pouco para um produto de muita qualidade. As empresas também precisam ter a certeza de que estão cobrindo totalmente os seus custos quando calculam o preço de seus produtos ou serviços, por isso não podem errar na formação dos preços dos produtos. Reduzir os seus preços ao ponto onde você está quase dando os produtos de graça certamente não é uma boa estratégia de longo prazo.

11 – Faça testes dos seus preços

A chave para toda mudança é saber se a mesma proporcionou melhoras ou não, para isso softwares de gestão na empresa, como o Gerente controle, ajudarão a obter as informações necessárias para avaliar se as melhoras ocorreram ou não e arriscar faz parte da vida do empreendedor e se você não tentar, nunca vai saber qual é a percepção de valor do seu cliente em relação ao seu produto, faça testes! Rosas vendem muito em dia dos namorados, então, aumente o preço próximo da data comemorativa e analise se houve queda de vendas comparada ao ano anterior e veja se as vendas cairão depois da data. Teste, se não melhorar, volte, mas não deixe de tentar.

Resumo

Formação de preços de produtos necessitam de atenção especial em uma empresa, pois são as vendas do produtos que determinam sucesso ou fracasso da empresa. Sigas as dicas e tenha sucesso no seu negócio!

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